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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Em nota, Dilma lamenta morte de 16 pessoas em queda de avião

A presidente Dilma Rousseff lamentou nesta quarta-feira, por meio de nota, a morte de 16 pessoas em um acidente aéreo no Recife. “Foi com tristeza que recebi a notícia de acidente aéreo que vitimou dezesseis pessoas hoje, no Recife. Quero transmitir minha solidariedade aos familiares e amigos dos passageiros e tripulantes neste momento de dor”, afirmou a presidente. A queda do avião bimotor da empresa Noar Linhas Aéreas aconteceu pouco antes das 7h. Ele decolou do aeroporto internacional do Recife com destino a Mossoró, no Rio Grande do Norte. Quatro minutos após a decolagem a aeronave com 16 pessoas a bordo caiu em um terreno perto da Avenida Boa Viagem. Bombeiros e Força Aérea Brasileira (FAB) comunicaram que não houve sobreviventes.

(G1)

Avião cai com 16 pessoas a bordo

Um avião de pequeno porte caiu na manhã desta quarta-feira, 13, no Recife, segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros do estado.
A aeronave foi encontrada por volta das 7h em um terreno baldio na avenida Boa Viagem, no Recife.
Pelo menos 16 pessoas estavam a bordo, de acordo com os bombeiros.
A aeronave é um bimotor da empresa Noar Linhas Aéreas que partiu por volta das 6h51 de Recife com destino a Natal, conforme a Força Aérea Brasileira (FAB). Assim que decolou, o piloto informou à torre de controle que estava em emergência e tentou fazer um pouso forçado em um terreno próximo à praia de Boa Viagem, em Recife.
Testemunhas relataram aos investigadores da FAB no local que o avião explodiu.
Os bombeiros enviaram nove viaturas para a ocorrência. Equipes de investigação de acidentes aéreos da FAB também estão no local.  
Globo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"O bairro acabou", diz vítima de tragédia em Teresópolis (RJ)



No bairro do Caleme, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, um dos mais castigados pelas fortes chuvas da madrugada desta quarta-feira (12), vias tomadas pela lama, árvores inteiras caídas, postes tombados, paralelepípedos deslocados e casas invadidas pela sujeira. “O bairro acabou”, afirma um dos moradores, Alexandre Vigiani, 34.

Dono de um supermercado na entrada do bairro, Alexandre conta que, desde as 6h, ele e mais 20 homens trabalham para remover a lama do estabelecimento. “Ainda nem deu para contar o prejuízo, mas isso é material. O pior são as vidas. Ainda tem muita gente desaparecida.”
A mãe de Vanda Santos de Oliveira, 20, ainda não foi encontrada. “A gente fica sem reação. Perdi minha família. Tenho agora só meu filho, meu marido e minha cunhada”, diz a dona-de-casa, que é informada, durante a entrevista, de que o corpo do irmão havia sido localizado.
Na noite anterior, ela esteve na casa da mãe, que acabou sendo soterrada por um dos deslizamentos. “Minha mãe queria que eu ficasse, mas deu 22h30, eu saí. Depois falei para minha mãe também sair, mas ela falou que ia apenas dormir um pouco”, lembra com o choro embargado.
Na região conhecida como Caeté, onde estava a casa da mãe de Vanda, apenas uma, de mais de 20 residências, restou em pé. O riacho que atravessava o bairro encheu, e agora o corta em dois. O acesso é difícil, inclusive a autoridades e equipes de resgate. A partir do rio, o percurso só pode ser feito a pé, ainda assim, em meio a muita lama.
Um casal de moradores, Gilberto e Sueli conseguiu se salvar, mas o filho e a nora não resistiram. A doméstica Leia Mello, 55, também acredita ter perdido uma amiga. “O sentimento é de muita tristeza. Os filhos dela foram encontrados mortos”, diz.
O tecelão Oscar Carvalho, 40, ainda está assustado com o que viu. “Foi um cenário de guerra. Foram muitos carros sendo levados pela correnteza, pareciam de brinquedo”, relatou. Ele ainda conta que a população temeu ainda que uma barragem próxima ao bairro rompesse, o que não ocorreu.
De acordo com diversos moradores, autoridades agora pedem para que eles deixem as casas devido à situação de risco. “Não tem para onde ir. Como vou sair a pé cheia de sacola por aí?”, questiona Ivanete Rabelo, 50. No trajeto que dá acesso ao Caleme, no entanto, outros moradores já carregaram os poucos pertences que lhes restaram para longe do local.(Uol Notícias)

Rio soma mais de 270 mortos; Dilma visita região nesta quinta-feira

 As fortes chuvas que cairam nesta madrugada, em Nova Friburgo, região serrana do Rio, provocaram deslizamentos, mortes e deixaram centenas de moradores desabrigados.Reprodução da TV Globo/Ag. O Globo
As chuvas que atingem a região serrana do Rio de Janeiro deixaram ao menos 271 mortos até a noite desta quarta-feira (12). As cidades mais atingidas são Teresópolis, que registra 130 mortos, segundo a Defesa Civil local; Nova Friburgo, que soma 107 vítimas, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde; e Petrópolis, que tem ao menos 34 mortes, segundo o Corpo de Bombeiros. Grande parte das vítimas foram causadas pelos inúmeros deslizamentos registrados na região.
Os números podem aumentar já que as buscas por mais vítimas devem continuar nos próximos dias e as áreas são de difícil acesso.
A presidente da República Dilma Rousseff, que vai sobrevoar as áreas atingidas nesta quinta-feira (13), assinou uma medida provisória que destina R$ 780 milhões para os ministérios enviarem auxílio às regiões afetadas.
O Ministério da Saúde anunciou que enviará mais de sete toneladas de medicamentos e insumos para o auxílio às pessoas atingidas pelas enchentes no Estado.
Hospitais de campanha serão instalados nas cidades de Nova Friburgo e Teresópolis, segundo informações do governo estadual. A Petrobras enviará ainda helicópteros que serão utilizados em operações de busca nas áreas rurais e de difícil acesso em Nova Friburgo.
O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, percorreu nesta quarta, de helicóptero, os três municípios. Ele afirma nunca ter visto uma tragédia igual. “Nunca vi nada igual, nem mesmo nos deslizamentos de Angra dos Reis, no final de 2009. Este é o momento de ver o que pode ser feito para resolver a situação dessas pessoas, buscando, principalmente, desobstruir as estradas e garantir o acesso de serviços e apoio para se devolver à normalidade à população”, afirmou.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Chuvas já mataram 257 pessoas na Região Serrana do Rio

Wilton Juinior/Agência Estado
Corpo de bombeiros atua em Teresópolis na
região Serrana do Rio de Janeiro mataram no total 257 pessoas desde terça-feira (11). Em Teresópolis, a cidade mais atingida, morreram 130 pessoas no que o governo do estado chegou a descrever como a maior tragédia da história da cidade. Em Nova Friburgo, morreram 107 pessoas, de acordo com o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Em Petrópolis, os mortos são vinte, parte deles no distrito de Itaipava.
A infra-estrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite desta quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo. (Leia mais no G1)