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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Filha do pagode, Léo Kret sai em defesa do ritmo


A vereadora Léo Kret (PR), autodenominada “filha do pagode”, saiu em defesa do ritmo ao saber do projeto de lei da deputada Luiza Maia (PT), que pretende proibir a contratação com verbas públicas de bandas que toquem músicas que “rebaixam” as mulheres.
“Não é só o pagode que tem letras assim. Vários outros estilos têm. Estão atrás do pagode porque é a música dos negros, dos menos favorecidos...embora muita patricinha e mauricinho encubado goste também”, disse a vereadora ao Política Hoje. Léo Kret ainda opinou que a iniciativa da deputada Luiza Maia pode prejudicar economicamente um amplo setor da população que, segundo ela, depende do pagode.
Virgílio tem aquela música que diz 'se eu quiser te lascar eu te lasco, você é minha folha de papel' e toca no São João em várias cidades do interior”, alfinetou Léo Kret, para finalizar na sequência: “Quem não quiser escutar, que não escute”.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sujeira no ninho tucano

Estatístico do governo tucano de São Paulo vende dado sigiloso
O sociólogo Túlio Kahn, que é chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, vende serviços de consultoria nos quais põe à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado, informa a reportagem de Mario Cesar Carvalho publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).


Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, "para não alarmar o público".

Entre elas, estão que tipo de bens são levados com maior frequência em assaltos a condomínios de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. Os contratos da Angra chegam a até R$ 250 mil.

Parte das informações criminais é publicada trimestralmente, de acordo com a resolução 160, que criou em 2001 as regras para divulgação de estatísticas.

A divulgação, porém, não inclui dados estratégicos, como o local do crime. Com isso, não dá para se saber a rua onde se mata mais na cidade de São Paulo ou as faculdades que concentram o furto de veículos. Não há esse veto para a clientela da Angra.
OUTRO LADO
Kahn afirma que jamais violou dados da secretaria. Segundo Kahn, foi o próprio Estado que sugeriu que ele abrisse uma empresa para cobrar por certos projetos, pois seu salário era baixo.
 
Curioso é que o traficante de influência citado na matéria já atravessava três governos tucanos na função e só agora é que o tucano que o nomeou soube que ele era lobista. Havia sido nomeado para o cargo pelo secretário Saulo de Castro, no governo de Geraldo Alckmin (2003-2006), que, ao demiti-lo, disse na maior cara-de-pau:"Ele [Kahn] fez um bom trabalho nessa área de estatísticas, de interpretação dos índices de segurança de São Paulo. É um profissional competente". Mas essa atividade empresarial dele é incompatível com o cargo que ocupa. Então, será substituído hoje de suas funções", afirmou o governador.Tucano é assim mesmo:só fecha a porta depois da casa roubada. Imagine o quanto não ganhou este lobista nestes 8 anos de governo tucano.(O Terror do Nordeste)